Será o pato?

Por: Chiachiri Filho

É muito esclarecedora e inteligente a campanha desenvolvida pelo Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Sr. Paulo Skaf, sobre a carga tributária que repousa sobre os ombros do trabalhador brasileiro. De fato, a insaciável fome fiscal do governo vem de longe, de muito longe. Aliás, no Brasil, para se resolver um problema administrativo ou suprir a ineficiência de um funcionário, a medida mais urgente e rápida é a criação de um novo imposto, taxa ou emolumento que aumente a arrecadação ou promova o funcionário para um cargo com remuneração mais elevada. Desde quando me conheço por gente, a solução foi essa e desde que o Brasil virou Brasil (e mesmo antes), a criação de um novo tributo funcionava como a lâmpada de Aladim. Imposto criado, sempre foi imposto perpetuado e ai de quem resolver revogá-lo. E assim vamos levando a vida: um impostinho aqui, outro acolá os quais, sendo somados ou multiplicados, formam a riqueza da Pátria.

O Presidente da FIESP mostra, didaticamente, a composição do preço de um produto: o custo da matéria prima, os insumos, a logística, o custo da mão de obra, e os famigerados impostos. Em muitos produtos, o preço maior está na carga tributária.

Afinal, quem vai pagar a conta, quem vai arcar com as despesas geradas pela incompetência de um governo, pela teimosia de seus comandados ou a negligência de seus fiscais? Será o Pato, como, ironicamente, sugere o Presidente da Fiesp? Que nada! O Pato é um problema do Corinthians e, ao que parece, já está devidamente comprado e pago. Imposto foi, é e será sempre pago pelo Povo.

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