31 de outubro de 2015

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Ano após ano, quando começa a Primavera, o flamboyant floresce e enche os olhos de todos com as flores vermelhas, resultados flamejantes de seu ciclo. Ali, desde o início da construção da casa onde a família vive há mais que vinte e cinco anos, foi palco do crescimento e amadurecimento dos filhos; do nascimento dos netos; de festas e comemorações com amigos; de momentos de grandes alegrias e algumas tristezas, que a vida é assim.

Ainda durante a construção, decidiu-se que cada morador deveria escolher e plantar, solenemente, no grande terreno ao redor da casa, a árvore de sua preferência. A filha escolheu um delicado Ipê, que se tornou imensa árvore que todos os anos tampa o gramado com flores rosa. O filho mais velho, um Ipê amarelo; o mais novo a Acácia que, embora viçosa quando se enche de cachos, ao contrário do dono, nunca cresceu muito. O filho do meio, entusiasmado com o filme ET, quis o icônico Pinheiro que foi, foi, mas minguou. (Substituíram-no por rara roseira trepadeira inglesa.) O pai analisou o livro de árvores e se encantou com a Petúnia Resedá. Vivem todas e todos ainda com saúde. Sob elas, brincam os filhos daqueles que as plantaram. E o Flamboyant da mãe dá as boas-vindas a quem entra, tão logo o portão da entrada se abre. 

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