Tempo de ser Feliz

Por: Angela Gasparetto

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Tempo de pés na terra, pés na areia, pés no rio, pés no mar.Tempo de ver o tempo, ver a lua, ver o sol e as estrelas do infinito.

Tempo de esperas, de expectativas, de ano iniciando... Tempo de refestelar-se de alegria, deitar à rede, fazer a sesta, sentir os últimos sabores daquele bom vinho do final do ano, daquele champanhe da última festa.

Tempo de parar, olhar a chuva que bate na janela, chuvas de janeiro, chuvas de férias, de alegrias puras, de promessas eternas. Tempo de viajar para a praia, mergulhar os pés na areia, sentir o marulhar das ondas chegando...

Tempo só de voltar às raízes, sentir o cheiro do mato, o perfume dos eucaliptos e tempo de comunhão infinita com a Mãe Terra.

Tempo de correr na chuva, empinar pipa, comer goiaba, balançar-se no balanço de pneu velho.

Tempo de panela de ferro, de comer costela com mandioca, arroz à grega, feijão tropeiro, tudo no tempo da meia-noite. Tempo de uvas à mesa, lombo fumegante, frutas da época. Tempo de candelabros fora do armário e tempo de velas acesas.Tempo de silêncios sacros, de orquídeas na janela, de sorrisos reconfortantes.

Tempo de voltar a ser menina, tempo de sorriso brejeiro, de inocências inusitadas e tempo de dar um tempo.

Tempo de parar. Tempo de olhar à volta e tempo de verificar no tudo que ganhamos, o tudo que perdemos e tempo de vislumbrar o tudo que nos sobrou. Mas principalmente, tempo de olhar as pessoas nos olhos, renovar sentimentos, rever atitudes e estreitar os laços.

Tempo, tempo, tempo... Tempo de ser feliz!
 

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