Diálogos de Deus

Por: Angela Gasparetto

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São águas tranquilas que correm ligeiras e sem medo. Nada as atrapalha. O vento que sopra, traz o cheiro de mato e orvalho. Paz!

Seguindo o curso das águas, você vê o atropelo das pedras, pedras brancas, amarelas e o lodo verde que cobre as que ficam no fundo.

Corre, corre que a cachoeira é logo ali!!!

BUM! É uma imensidão de águas que cai da alta cachoeira que inunda todo o lago e vai correndo,correndo e cai no abismo profundo a 200 metros dali.

Quando você senta na beirada deste paraíso, consegue ouvir o marulhar cadente das águas, os pássaros que sobrevoam procurando comidas e uma infinidade de libélulas que pulam na água, correm mediante os seus olhos em um colorido rápido e travesso.

Xóooooo! Cai a água, lá vem as libélulas, lá vem o beija-flor ressabiado.

Aí, dentro desta paz tão grande, você não se contém e se joga embaixo da árvore, namorando o céu azul, límpido, sem nuvens, deita no tapete de folhas secas que inunda aquele lugar e pensa que nunca se deitou em lugar tão confortável ...

Por vezes, pensa em dormir, mas o pânico que vive escondido láaaaa no fundo do seu ser vem à tona para te perturbar. O seu medo mais antigo, a sua fobia mais louca. E se tiver uma cobra cascavel daquelas que ficam escondidas sob as folhas ???

“Aah! Cobras cascavéis não moram em paraísos como estes....” - Você pensa e fecha os olhos para ouvir melhor o silêncio daquele lugar”.

Silêncio do marulhar das águas, do canto dos pássaros e das libélulas travessas; silêncio ruidoso do diálogo onipresente de Deus.

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