o grito do tímido

Por: Luiz Cruz de Oliveira

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O corpo da mulher desliza ao longo da calçada, e a alegria inunda a rua. Os olhos dos homens bamboleiam na cadência de seus corações descompassados.

Toda manhã e toda tarde, ela desfila, indiferente, na passarela dos meus sentidos. E eles ficam acesos e emudecidos todo o dia. Todos.
 
À noite, à lembrança de seus passos sinuosos, acorda a caneta. Então, por largas laudas escorre a voz de todos os tímidos da rua por onde passeia o corpo da mulher cujo nome é Promessa.

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