Poemas de avô para neta

Por: Janaína Rodrigues

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A relação entre avôs e netos é terna, respeitosa e também muito divertida. Geralmente eles possuem um tempo maior para ficar com os pequenos e conseguem manter um relacionamento mais leve com eles, por meio de brincadeiras, passeios, conversas e etc.. E, é num desses momentos interativos que nasce o livro “... Eu também não existirei” (Ed. Salamandra), do poeta Carlos Felipe Moisés, que conta com ilustrações de sua neta, Giovanna Urban Moisés Ribeiro.

A obra surgiu do encontro entre imagem e palavra, e do forte e delicado laço que envolve o avô e a sua neta. Um dia, ao voltar da escola, Giovanna surpreendeu Carlos com a seguinte frase: “Vovô, se você não existiria, eu também não existirei”. Qualquer pessoa diria que ela errou. Mas, ele logo percebeu que a neta falou exatamente o que queria dizer, pois “existir” não tem a ver só com o mero condicionamento biológico, e, sim, também com o sentido verdadeiro que cada um atribui à existência, dependendo do afeto que nos une às pessoas ao redor.
 
O título foi feito a quatro mãos: os desenhos são da menina quando ela tinha 6 anos, e os poemas, do seu avô. Logo, o leitor terá vários questionamentos sobre o que veio primeiro: os versos ou as ilustrações do livro? Giovana ou Carlos? Quem primeiro existiu? E, desta forma, será convidado para os exercícios da liberdade criativa, da sensibilidade aguçada, da imaginação solta e do pensamento sem limite. Os poemas são recheados de brincadeiras com palavras, riscos, traços e cores. 
 
Carlos Felipe Moisés é professor universitário, graduado em Letras Clássicas e Vernáculas, mestre e doutor em Letras (Literatura Portuguesa) pela Universidade de São Paulo. É também poeta, tendo publicado vários livros de sua autoria. Também é tradutor e publicou vários títulos de crítica literária.
 
Giovana Urban Moisés Ribeiro, em suas próprias palavras: “Vovô Carlos é o avô que eu sempre quis ter. Ele é um dos meus melhores amigos: sabe brincar, desenhar, cantar, rolar no chão... E faz um sanduichinho de queijo derretido, com gosto de pizza, que é uma delicia. Ah, ele também serve para consertar coisas que estragam. Agora eu já cresci: fiz sete, oito, mais de dez. Xi! Acho que estou virando gente grande. Mas nunca mais esqueci o nosso primeiro livro, este aqui”.

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