Arte de Envelhecer

Por: Angela Gasparetto

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Quanto mais observo a atual simetria da minha face, mais prefiro acreditar que é um charme a mais das mulheres maduras, do que é uma necessidade urgente de correr a um cirurgião plástico.

Quanto mais observo as ruguinhas que crescem nos cantos dos olhos, sorrio e prefiro lembrar como admirava a atriz inglesa Jaqueline Bisset, com seu charme e mistério inconfundíveis nos anos 70. Suas blusas golas rolê, sua atitude blasé.

Quanto mais acho que estou inóspita, mais prefiro pensar que adoro estar ciente do que sou. Mais plena do que já fui. Mas segura do que nunca fui.

Quanto mais acho que estou pretensiosa, prefiro olhar para meu eu mais completo, para a minha decisão mais única, para as minhas escolhas mais exclusivas.

Quanto mais adio uma ida ao cirurgião, mais prefiro acreditar a despeito de toda correção estética que possa fazer, que a correção maior é esta que só a vivência nós dá.

Prefiramos pensar que envelhecer é bom, às vezes doloroso, mas acima de tudo, envelhecer pode ser encarado como um charme todo exclusivo, em um mundo todo convencional!

Basta mudar o seu olhar!

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