Drummond

Por: Débora Menegoti

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Quando leio Drummond nunca me sinto saciada!
Meu espirito faz uma algazarra!
É deleitoso, um susto, um gozo, um tapa!
Apreensão de quando prestes a entrar na água fria
A musculatura contrai, tantos sentimentos... Me arrepia. 

Gelado emana Drummond pela espinha dorsal,
Estica com força num beijo n'alma antes amarelecida.
Põe novos raios de sol no peito derramados em fitas de tinta 
E vai pingando, pingando... Densas, mágicas letrinhas
Me   devolve a hombridade, humildemente se aproxima e me dissolve...
Me   lembra, me transforma, me devolve a mim mesma, renovada!
 
Ah, como eu gosto dessa sombra!
Sombra de um poema alto, bem alto,  um tronco imenso de carvalho centenário.
Encosto nele com cuidado meu áspero rosto, tenho medo de feri-lo...
Meu muro próprio, de repente cai em silêncio escandaloso
Crianças sobem nos meus destroços; o desconhecido do outro lado,
Após o denso tronco, exasperam em segredo num suspiro:
"DRU MUNDO"! 

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