Paul Antony Perry

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

Paul Antony Perry nasceu longe daqui e se casou com alguém daqui, que conheceu lá... só para resumir linda história de amor. Ele nem imaginava como iria gostar de ser pai, como iria curtir cada segundo com os filhos, como seria amado por eles. Para falar a verdade, nem sabia se seria pai. Pois um dia a mulher anunciou a gravidez. Ela teria o bebê, mas quem se sentiu grávido, foi ele. Todos os dias ele fez planos; comprou peças do enxoval; trouxe brinquedos que – tinha certeza – o filho adoraria. Filho, sim: ele tinha certeza que seria menino.  E era... A gravidez chegou ao fim, nasceu-lhe o primeiro filho. Foi emocionante vê-lo segurar o bebê, dar-lhe o primeiro banho, acalentá-lo nas cólicas, ficar com ele no colo por horas, ambos se olhando nos olhos. Foi mais emocionante ainda vê-lo se assustar e até chorar quando o bebê lhe dedicou o primeiro sorriso de reconhecimento. Paul foi pai, pela segunda vez, outra vez de mais outro menino. Os três se bastam, a mãe definitivamente fica de fora na particular maçonaria deles. Apaixonados por futebol, na verdade o trio torce pelo Manchester United e só para agradar a sogra, veste  camiseta de outro time.  Na terra de nascimento dos três, o dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Na terra da mãe das crianças, a comemoração é no segundo domingo de agosto. Como as crianças são metade nacionalidade do pai, metade nacionalidade da mãe,  isso faz Paul ser cumprimentado duas vezes no ano pelo mesmo motivo. Justa e merecidamente cumprimentado, aliás. E louvado, por ser tão especial,  todos os outros dias do ano. 

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