Perfumes de Paris

Por: Isabela Fleury

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A Belle Époque, que teve seu início no fim do século XIX e durou até a Primeira Guerra Mundial, foi um período marcado por grandes transformações culturais que trouxeram novas formas de pensar e viver na Europa. É neste contexto que se passa Perfumes de Paris, escrito pela carioca Sayonara Salvioli- romancista, dramaturga, biógrafa, contista e cronista que tem textos estudados na Miami University (Oxford – OH, USA) desde 2012. Como romancista, em 2015 lançou em Portugal obra também passada no século XIX. É membro de academias de Letras no Brasil e na França.

O livro de estreia apresenta a romântica e moderna Charlotte, que vive uma intensa paixão com o pintor Pierre na Paris de 1894. De personalidade própria, a protagonista aprecia a liberdade de viver e rompe as amarras de seu tempo, não vivendo à sombra de homens.
 
Como cenário dessa forte paixão, o luxo e a sedução no auge do período intelectual e artístico de Paris. A beleza da obra, além da envolvente narrativa, permite ao leitor viajar por diferentes locais da cidade luz, como a Ponte Neuf, o Quai des Tuileries, a catedral de Notre-Dame e os Jardins de Luxemburgo. Outros lugares marcantes são o bairro boêmio de Montmartre, onde fica o glorioso Moulin Rouge, além de Grasse, a capital mundial do perfume, e os campos de lavanda de Provença.
 
É fora dos círculos de glamour que Charlotte conheceria o amor. Ao descer as escadas do Grande Teatro da Ópera de Paris, nem a arte, nem a beleza poderiam retratar o que aconteceria:
 
Estou com o coração saltitante e aquela sensação que antecede os grandes eventos da vida. Meio que sem entender a euforia do pós-baile, desço as escadas – de braços dados com o aristocrático Armand de Chermont -, quando, numa alucinação real, olho para baixo e avisto um quadro de autêntica pintura realista... Vejo um homem de semblante iluminado: olhos azuis ofuscantes e um sorriso maior que a noite! Ele é alto, forte, de cabelos lisos e um tanto compridos, sem corte, e ares meio largados. Usa uma boina marrom, veste uma capa renascentista e tem um cavalete com uma tela diante de si, pintando com liberdade em frente à Ópera de Paris.
P.55

Mas a sofisticada e herdeira da Chermont Parfumerie, Charlotte, mal sabia que um antigo segredo poderia colocar em risco viver essa paixão.  Nesta trama, que mistura surpresa, encanto, medo, ameaça, sensualidade e êxtase, o leitor irá se fascinar com o desfecho deste romance. 
 
O tema do amor, como um sentimento livre, mais forte do que qualquer sociedade e suas convenções,  também estará nos próximos livros da coleção Amores Proibidos.

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