Domingo, lambaris e filosofia vã

Por: Angela Gasparetto

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Vejo  que cada vez mais o tempo se escassa. 

Ontem mesmo eu ria à mesa com minha mãe  e toda a minha família; comíamos lambaris à milanesa, pescados por um amigo nosso e éramos muito felizes naqueles almoços. 
 
Havia algo de lúdico naqueles encontros de domingo. Algo permitido que só a felicidade de estarmos todos juntos nos proporcionava.
 
E ontem mesmo descobri que a dor e a alegria podem ser tão intensas, que nos marcam para sempre.
 
O tempo é algo sempre presente para mim agora. O tempo de ir, de ficar, de rir e de fazer as coisas nunca feitas.  Este tempo que precisa ser agora aproveitado a cada segundo.
 
 Há que se fazer escolhas corretas em um determinado tempo da sua vida, pois o tempo venta...
Os caminhos, as monções, o sol, tudo leva de roldão a vida. 
 
Hoje, flutuando na represa num dia de sol de meio da tarde, olhos molhados, ouvindo o som das ondas leves,  pensamentos soltos, sombras nas  montanhas, tenho o meu encontro com Deus e com o Equilíbrio do Universo.
 
Tudo muda realmente.  O tempo  é a roda que gira e nos carrega neste turbilhão de acontecimentos vividos, mas principalmente de sonhos esperados e de esperanças partilhadas.

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