ETERNO QUE SE REPETE

Por: Luiz Cruz de Oliveira

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 A primavera abre os olhos.

Um turbilhão de milagres canta dentro e ao redor deles, e ela não sabe represar a emoção. Deixa que eles transbordem de nuvens diluídas e chora.
 
Chora verde sobre a relva. Chora perfume sobre as roseiras.Chora luz no céu e nos homens.
Também emocionado, subo trilhas e caminhos lavados. Chego à encruzilhada de serra e horizonte e colho três arco-íris.
 
Aconchegados ao peito, eu os trago envolvidos em trajes de ternura.
 
Deposito-os aos pés da vida. 

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