Outubro Rosa

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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O mês agora chamado Outubro Rosa se tornou símbolo da prevenção do câncer de mama, cuidado a ser tomado pelas mulheres não apenas nesse, senão em todos os outros meses do ano. Coincidência ou não, a evocação da mulher neste mês  em especial, me fez lembrar o quanto andamos naquele árduo caminho rumo ao  respeito e reconhecimento de nossa autonomia. Como o universo conspira, achei essa foto no meio de outras relíquias. Algumas feministas modernas falam em empoderamento feminino,  definido como “ato de conceder o poder de participação social às mulheres, garantindo que possam estar cientes sobre a luta pelos seus direitos, como a total igualdade entre os gêneros.” Há, até, setor da ONU que se chama ONU Mulheres e o Pacto Global, responsável pela criação dos Princípios de Empoderamento das Mulheres. Há tempos, numeroso grupo formado por mulheres saiu da casca e foi lutar por sua independência e valorização, sem alarde, caminhando firme e chegou longe. Exemplo delas, Carmen Lúcia Antunes Rocha, presidente do Supremo Tribunal Federal.  Muitas permanecem submissas e outras formam grupo curioso que fazem esse discurso revolucionário - e até pegariam em armas, se solicitado - mas se encontram submissas aos companheiros que lhes determina desde tomada de atitude nas empresas  das quais são proprietárias, até corte de cabelo adequado, passando por permissão deles até para suas compras. O julgamento desses homens paira sobre o empoderamento dessas mulheres. Naqueles idos tempos as mulheres ganharam o direito de usar maiôs que não lhes cobrissem o corpo todo. Entretanto, submetiam-se ao constrangimento de terem o comprimento das saias e calças das roupas de banho medidos publicamente pelos homens,  a fim de verificar nível de adequação aos padrões considerados ideais. Permanecesse a moda, atualmente homem nenhum ousaria tomar essas medidas em público,  mas me pergunto se as mulheres se submeteriam.  Tenho medo da resposta. 

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