ORIGENS

Por: Luiz Cruz de Oliveira

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 Há no coração do idealista, canteiros ávidos de todas as sementes. Por isso, todo dia, secundando a manhã, ele perambula pela seara, plantando esperanças.

Há no coração do poeta, um roseiral vermelho. Por isso, todo dia, de mãos dadas com a aurora, ele percorre estradas, espalhando, à margem do caminho, pétalas de emoção e orvalhos de amor.
 
Josaphat Guimarães França era idealista e poeta. 
 
Testemunho.
 
Testemunho que sempre buscou a realização do útil e do belo.
 
E testemunho ainda que, por muitos anos, ouvi a sua voz tímida, insistindo na necessidade de criação de uma Academia de Letras em nossa cidade.
 
Testemunho mais. Por muitos anos, Josaphat reiterou, em todos os encontros literários em que estive presente, sua crença de que uma academia de letras estimularia ainda mais a nossa produção literária, ressaltando, sempre que podia, que  Franca já fora chamada de Atenas da Mogiana por suas atividades culturais.
 
Homem cordato, amável e sociável, que era, Josaphat mantinha contato com a maioria dos envolvidos com a literatura francana. Assim como plantou em mim o ideal da Academia, envolveu muitos outros em seu sonho.
 
Testemunho, enfim, que foi o ideal do poeta Josaphat que se impôs no cérebro de alguns, no coração de outros e, um dia, acabou tornando-se realidade, mesmo que atendendo a objetivos diversos. 

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