Longinus

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Longinus, que em grego significa  “Lança”,  era soldado que servia na alta corte de Roma, antes de ser destacado  para servir em Israel. Tinha pequena estatura, o que lhe favorecia ver tudo que se passava sob as mesas e sempre achar coisas perdidas, que tratava de devolver aos donos. Começou assim sua fama de bom soldado.  Quando soldados romanos foram destacados para acompanhar o castigo, a crucificação e a morte de Jesus, entre eles estava Longinus, fato referendado pelos evangelistas São Mateus, São  Lucas e São Marcos que comentam sua presença  ao descrever o momento da morte de Jesus. Talvez tenha sido ele quem perfurou o lado  esquerdo do corpo morto de Jesus com uma lança, de onde teria brotado água e sangue. Talvez uma gota dessa água tenha mesmo respingado em Longinus, que imediatamente se viu curado de sério problema dos olhos.  Provavelmente  foi ele o primeiro a se referir e reconhecer Cristo como o “Verdadeiro Filho de Deus”, tão logo Jesus morreu.  Convertido, Longinus fugiu para a Cesaréa, depois para a Capadócia, quando foi denunciado a Pôncio Pilatos, que queria sua renúncia a Jesus Cristo, o que lhe garantiria o perdão. Por se manter fiel a Cristo, foi torturado, teve seus dentes arrancados, a língua cortada e foi decapitado. Foi canonizado pelo Papa Sivestre III quase mil anos depois, no ano 999. O processo de canonização se arrastou por muitos anos, e os documentos que faziam parte dele se perderam e ficaram perdidos durante muito tempo, quando o Papa pediu a intercessão do próprio São Longuinho para achá-los. Pouco tempo depois, os documentos foram encontrados e a Igreja ganhou mais um santo.  Em uma igreja em  Viena, na Áustria, está exposta para veneração uma relíquia que, diz-se, teria sido a lança do santo.  São Longuinho é o santo que ajuda a encontrar objetos dados como perdidos. Quando se perde algo, diz a tradição popular, basta invocar o santo. Existem outras orações,  porém a mais popular é  ”São Longuinho, São Longuinho, me ajude a achar  (cita-se o objeto) que eu dou três pulinhos.” Ao achá-lo, o que sempre acontece, dá-se os três pulinhos – há quem prometa também três gritinhos.  No livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, obra mediúnica psicografada por Chico Xavier e assinada pelo espírito de Humberto de Campos, está a revelação de que Longino, ou Longinus, reencarnou no Brasil como Pedro II, segundo e último imperador do Brasil. 

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