Apelo

Por: Luiz Cruz de Oliveira

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Não me julgue assim.

Não me julgue temerário só porque revelo minhas crenças.

Não me julgue louco só porque não vi que um moinho era de vento.

Não me julgue doente só porque minha caminhada é sinuosa.
 
Não me julgue estúpido só porque desprezo o metal.
 
Não me julgue visionário só porque acredito no amanhã.
 
Não me julgue inteligente só porque reinvento metáforas.
 
Não me julgue covarde só porque meu espírito passeia desnudo por entre períodos e frases.
 
Não me julgue volúvel só porque amo demais.
 
Não me julgue assim. 
 
Sou um homem comum, bem comum. Apenas, conduzido por alma instável que chora e chora: lágrimas brancas, quando minhas mãos tocam o corpo amado; lágrimas vermelhas, quando vejo passarinho na gaiola.

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