Pulsar

Por: Mirto Felipim

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minha mente semente
braçadas em aguardente
seu pulsar meu querer
fusão líquida do verme ser

eu meus caminhos
tão tortos e tão destinos
noites de imensidão
sua luz fátuos desatinos

nós cabeças de guerra
eu meu tempo de luta
passado sem te contar
você receio de se tornar

olhos sorrisos sofreguidão
noites tormenta suor
nós aliados em guerras
guerras de nenhum resultado

meu roteiro a espera
minhas mãos sua aflição
suas mãos minha ereção
nossa fome aquela miséria

uma noite outra lida
nossos corpos só feridas
não se falam mas se fundem
e seguem à margem da vida

sem respostas conjugados
ontem pretéritos do instável
hoje presentes do infinito
amanhã futuros do improvável.

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