Às vezes e quase sempre

Por: Angela Gasparetto

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Às vezes só queremos descansar a alma. Refrigerar a mente. 
 
Deitar sozinha na escuridão silenciosa do quarto de todos os dias.
 
Às vezes e quase sempre, queremos apenas alguém que nos ouça sem julgamentos, que chore conosco as nossas lágrimas, sofra a nossa dor e nos diga, “eu sei do que você está falando, e está tudo bem”.
 
Quase sempre nos sentimos dolorosamente sós, precisando de um ombro, de um café feito especialmente para nós ou um de um chá capaz de nos aquecer daquela tempestade da qual acabamos de fugir.
 
Às vezes e sempre precisamos de orações. Que orem por nós. Que peçam aos anjos que nos protejam naquela noite escura, que nos cubra com seu manto nas alamedas mais escorregadias.
 
Muitas vezes e quase sempre, queremos poder sumir. Pegar uma estrada só de ida e caminhar alucinadamente feito aquele personagem do filme “Forrest Gump”, pois só isto nos dará um alívio imediato.
 
E quando o desespero nos sufoca, às vezes e quase sempre, precisamos dirigir sem destino, ouvindo apenas aquela música que ao invés de nos permitir pensar, faz-nos flutuar.
 
Às vezes e quase sempre, precisamos respirar fundo, dar meia volta, escolher outra rota e trabalhar do zero. 
 
Às vezes é penoso, mas isto nos fortalece não só às vezes, mas para sempre.

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