O amor e a distância

Por: Mirto Felipim

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(quem não estava na Praia do Francês, viveu por instantes nesse poema, que pena)

o meu amor se fez distância

para sobreviver inerte

nas verdades inventadas

face às negativas confirmadas.


 

longe se me afigura vivo,

corre de braços abertos

como a criança em direção ao mar

para ressuscitar a cada impacto


 

o meu amor mais não existe

e não morre

o meu amor ainda resiste

e não vive.


 

tem a distância a seu favor

tem todas as mentiras no alicerce

e se fortalece imundo

na sujeira de suas convicções.


 

o meu amor não quer viver

mas finge ser precioso

é maior na pequena ilusão

quanto de fato o foi em vida.

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