Café é bebida estimulante

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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O Café é bebida estimulante e deliciosa, consumida no mundo inteiro e há muito tempo. Em torno da rubiácea orófita – seu nome científico - há muitas histórias. Dizia-se, era prejudicial à saúde pois elevaria a pressão arterial; seria responsável pelo desaparecimento do sono. Em contrapartida teria mil e uma utilidades.  

Anúncio parisiense do começo do século passado apregoava seus benefícios: “O café seca todo o humor frio, expulsa os ventos, fortifica o fígado, purifica da sarna e da doença do sangue.

Refresca o coração e o bater vital dele, alivia os que têm dores de estômago e falta de apetite, é igualmente bom para as indisposições frias, úmidas ou pesadas do cérebro”.  Remédio puro! O que de verdade existe é que substituiu o consumo do chá, mesmo nas colônias da Inglaterra, e hoje tanto serve para ajudar na recuperação de forças, quanto é motivo para lazer: “Vamos tomar um cafezinho?”.  “Apareça para um cafezinho!”.  “Vamos em casa tomar um cafezinho?”  

Quem não recebeu, ou fez,  convite semelhante? Segundo consta, o café ficou conhecido na Etiópia quando um pastor estranhou que seu rebanho de cabras sempre voltasse agitado, depois de pastar junto a arbustos diferentes dos demais. Acompanhando-o, percebeu que as cabras comiam no passeio alguns frutinhos vermelhos. Comeu-os e ficou fã do gosto, tão amargo, quanto estimulante. Fez chá com ele e batizou a planta de kahwah, que significa força. Dizem, sua chegada no Brasil tanto tem de inglória, quanto de romântica.

Um galã português chamado Francisco de Mello Palheta foi à Guiana Francesa com dois propósitos: resolver a questão de limites e verificar o que a colônia rival produzia. Sob a recomendação  do Governador Geral do estado do Maranhão, deveria trazer consigo na bagagem, também alguns grãos de café, escondidos com toda cautela. Segundo consta, Palhares cobriu de atenções Madame d’Orvilliers, esposa do governador de Caiena tão efetivamente que trouxe, não apenas grãos, mas cinco mil mudas e mil e tantas sementes que foram levadas para o Pará. Dali, veio para o sul. E se difundiu e gerou riquezas. 

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