Ah! o amor...

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

353665

A melhor definição do sentimento que remove montanhas foi dada, certa vez, por uma garotinha: ela explicava ser o que acontecia entre ela e seu cachorrinho: “Sento-me perto dele, ele de mim. Aí eu gosto dele, ele de mim.”

Simplesmente.
Sem cobranças, sem expectativa de comportamento, com paciência, com tolerância.
Sem ciúmes, sem egoísmo, com generosidade, com reverência.
Sem pressa, com sensatez, com poesia e compassividade.
Com tranqüilidade.
Com receptividade.
Com solidariedade.
Com entusiasmo.
Amor é intrínseco ao ser humano, e tem várias faces:  amor por uma pessoa,
por uma causa,  por um ideal,  por um projeto.
 
Dizem, a mulher ama o amor, varia o objeto amado.
Dizem, o homem ama o objeto, varia o tipo de amor.
Dizem, a criança (de qualquer idade)  não sabe amar.
Dizem, idosos não podem mais amar.
Dizem. Ninguém consegue provar nada
e essas são conclusões de quem se atreve a avaliar os sentimentos alheios.
 
Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que tem brilho nos olhos, ama.
Todos aqueles que não são egoístas, amam.
Todo indivíduo que é bem realizado, ama.
Todo aquele que se emociona, ama.
Todo aquele que chora de saudade, ama.
Quem ouve uma música e sonha, ama.
Quem tem recordações, ama.
Quem guarda uma foto, ama.
Quem esconde uma flor ressequida, ama.
Quem enxerga o outro, ama.
Quem reconhece o outro, ama.
 
Por causa de tudo isso, o poeta disse bem: amar é verbo intransitivo,
está dentro de cada um
e existe, encontrando receptividade ... ou não.
 
Por tudo isso, dediquemos o mês de Junho ao amor e a todos que desfrutam dele.
Amemos, como se fosse a última,
Ou a primeira vez!

Envie seu texto
e faça parte do Nossas Letras