Respeito e cuidado com os animais

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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O desenvolvimento de um país se mede também pelo grau de respeito e cuidado com os animais, especialmente os domésticos.  Há quem goste muito deles, outros nem tanto, alguns certamente não os colocaria para dormir na mesma cama sua ou permitiria que os filhos ou netos o fizesse. Não importa o grau de afeição ou tolerância, o que importa é respeitá-los e eventualmente suprir suas necessidades, seres vivos que são. Conquanto não falem ou sorriam, choram quando têm dor, não mentem, não são dissimulados, defendem ferozmente seus donos e são fiéis até o fim. Não superfaturam contas; não roubam contas públicas; não desviam dinheiro; não põem dinheiro na cueca, muito menos em malas. Nâo possuem contas bancárias na Suiça nem em seus nomes, muito menos nos de seus conhecidos. Não batem no peito alegando pureza de espírito ou de coração. São respeitosos:  não se comparam com seus outros semelhantes, muito menos com Cristo ou Madre Tereza de Calcutá. Não sonegam e aplicam rigorosamente a Lei de Talião – “olho por olho, dente por dente”.  Defendem-se: geralmente só atacam se ameaçados. Cães, por este prisma, são muito mais evoluídos emocionalmente que os ditos humanos. Em países desenvolvidos merecem respeito, consideração, são alvos de delizadeza, enfim, recebem tudo que os cidadãos não recebem em países de Terceiro Mundo, como o Brasil. A foto foi tirada na Croácia, há quatro anos.  Naquele país, que ainda apresenta profundas cicatrizes sociais deixadas pela ocupação comunista e  por guerras internas, há pessoas de bom humor que mostram sua delicadeza em pequenos gestos de carinho para com os animais. 

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