Literatura muda a forma das pessoas se relacionarem

Por: Judith Soares Almeida

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Abaixo será contada a história da reedição publicada pela Edipro da obra “Ausência,” de Flávia Cristina Simonelli, e a forma como o livro instiga as pessoas a repensarem no modo como se relacionam com quem amam.
 
Um dia uma senhora leu um livro e contou sobre ele para sua amiga, que ficou interessadíssima em ler, e começou a procurá-lo nas livrarias. Ouvi dizer que ela escalou até o marido, delegando a ele a tarefa de ir semanalmente à livraria para ver se chegava.
 
Logo, esta intensa busca despertou interesse na dona da livraria que passou a procurar nas distribuidoras, em editoras e em outras livrarias, mas não encontrava.
 
Enquanto isto, a amiga insistente, que não podia mais esperar, pegou o livro emprestado e pôs-se a ler. Ao fim da leitura soube que a senhora, que não era muito de declarações, arriscou um “eu te amo” ao marido.
 
Após tomar conhecimento desta história, a dona da livraria ficou ainda mais curiosa para ler e encontrar um exemplar. Afinal, que escritos eram estes que despertavam até declarações dos corações mais duros?
 
Com a mesma persistência da amiga que estava em busca da obra, a dona da livraria não cessava a procura, porém sem sucesso e, então, resolveu requisitá-la à filha que trabalhava em uma editora.
 
A menina, conhecida por ser uma “fuça-fuça”, tinha que encontrar o livro, nem que fosse apenas um exemplar. Então a menina ligou, ligou, ligou, mas não encontrou. E quanto mais não encontrava, mais se interessava por ele.
 
Depois de falar em tantos lugares, ela resolveu ir atrás da autora e encontrou-a na Itália. A própria escritora informou que não tinha mais a obra há muito tempo, e que muitas pessoas solicitavam para leitura.
 
A menina logo pediu para ver o texto. Assim que o recebeu por e-mail, fez uma cópia e mandou para sua mãe, a dona da livraria, que em menos de 48 horas tinha “engolido” o tal livro. Disse que era um lindo romance, sobre várias formas de ausência, que tinha sido profundamente tocada por ele, o que poderia explicar a declaração da senhora ao marido. 
 
A menina não deixou de agradecer à senhora que indicou o livro. Segue a carta:
 
“Querida Cida,
 
Não te conheço, mas já tenho muita simpatia por você.
 
O livro que agora recebe só chegou até você, graças a você! Este é o poder do amor, é o poder de quem se comunica e de quem vai atrás do que quer.
 
Agradeço por ter falado para minha mãe. Por ter falado com sua querida filha que acompanhou torcendo por cada etapa da produção do livro, dando até ideia para a capa.
 
Agora, graças a você muitas pessoas vão poder ler este livro, trabalhar suas ausências, suas compreensões e evoluir em amor.
 
Obrigada,
 
Com muito carinho da “menina”.

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