Simbiose

Por: Luiz Cruz de Oliveira

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O corpo, lavei-o nas águas do Rio Grande, do Santana, do São João. E adiantou nada. O espírito permaneceu impregnado do perfume do Córrego das Pedras, da Serra Saudade.
 
O corpo correu mundo, foi moldado em sítios estranhos, mas o espírito permaneceu encarcerado na água do Bicão e no altar da igreja matriz - fontes do amor físico e espiritual, fontes de sofrimentos múltiplos e de alguma elevação.
 
Cássia foi o berço, Franca é a mãe adotiva que me imprimiu todos os meus livros, que me construiu fama de professor. Minha gratidão é do tamanho do mundo. No entanto, em Cássia estavam os laboratórios: o jornal Vanguarda e o Colégio São Gabriel.
 
Simbiose esdrúxula!
 
Mas, embora não justifique, ela explica os comportamentos estúrdios desta alma que vem somando fracassos e quedas e teimando em escalar serras, insistindo em buscar horizontes virgens.

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