Amada

Por: Luiz Cruz de Oliveira

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Madrugada. O toque-toque discreto na janela se mistura aos sons confusos de meus sonhos. Batidas mais intensas acabam por acordar-me. Sonolenta, a compreensão abre um olho, depois o outro. Afinal, a lucidez chega, a alegria solta rojões. Sei quem bate à janela. Depois de meses desaparecida, chega sorrateira, discreta, procurando não acordar os vizinhos. Olho o relógio, são três horas e trinta e cinco minutos.
 
Agora acompanhado, aquecido, volto a dormir tranqüilamente.
 
Ao levantar-me, tarde, a disposição é outra. Parece que a primavera se antecipou, até os bichos estão mais dispostos, felizes.
 
Que transformação provoca minha amada chuva.

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