Não me chamem de boia fria

Por: Carlos de Assumpção

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Não me chamem de boia fria
Que boia fria não sou
No banquete capitalista 
Nem boia fria me sobrou
 
São vocês senhores nababos
Eu escravo camuflado
Vocês me batem me batem
Em paga do meu trabalho
 
Me  batem me batem 
Com o chicote da fome
Me   batem me batem 
Com mãos implacáveis
Me  batem me batem 
 
Não me chamem de boia fria
Que boia fria não sou
No banquete capitalista
Nem boia fria me sobrou
 
Como bateram em Luther King
Como bateram em Jesus Cristo
Vocês me batem me batem 
Com o chicote da fome 
Me batem me batem 
Com o cassetete da opressão
 
Me batem me batem
Com toda crueza
Me batem me batem
E me deixam na mão
 
Mas um  dia acabo com isto
Viro a mesa 
Ponho fim à escravidão 
 
(Poema musicado por  Valdir Rosa e Juninho)

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