25 agosto 1917

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Famiglia Maniglia - Matrimonio di Nicola Maniglia e Calogera Sansoni.

In piedi: Vicente, la sposa e lo sposo Lila e Nicola, Gaetana, Giuseppe, Miguel e Almerinda
Nella parte anteriore: Francisco, Benedito, Maria, Rosa Mônaco ( a mãe) , Rosa, Aparecida e Antônio Maniglia. No colo de Almerinda, Francisco Maniglia Sobrinho.


No final do século XVIII Vittantonio Maniglia e esposa Rosa di Monaco vieram para o Brasil trazendo outros familiares e a esperança de dias melhores que os vividos em Montesano Sulla Marcellana, na Campania. A pequena Montesano, é vizinha de Padula, a cidade do magnífico monastério conhecido como Certosa di Padula ou di San Lorenzo, situadas ambas no Vallo di Diano, província de Salerno, no sul da Itália. A capital da província é Napóles cidade, além de grandes cantores como Luciano Bruno e Enrico Caruso é onde nasceram compositores do nível de Giovanni Pergolesi , de La Serva Patrona e Gaetano Donizete, do L'elisir d'amore, cujo ápice é a ária Uma Furtiva Lacrima, que Pavarotti imortalizou. A Campania está associada à Cosa Nostra, é onde fica a Costa Amalfitana, a Ilha de Capri, a Gruta Azul, as ruínas de Pompéia, o Vesúvio, os Faraglioni que brotam do mar, além de muitas cidades lindíssimas. A capital da Campania foi homenageada na culinária italiana, quando batizou a Pizza à Napolitana. Naquele sul da Itália, além do italiano, fala-se o dialeto napolitano, base de canções mundialmente conhecidas como Funiculì, Funiculà, O Sole Mio, Core 'ngrato , I' te vurria vasa, Mamma e Caruso, que amantes de música italiana adoram, mas que, pela complexidade da pronúncia, nem todos os iniciados na língua conseguem cantar, quanto mais entender. Ao deixar tudo isso para trás, dá paea justificar o banzo que Vittantonio sentiu ao aportar no Brasil e que, talvez, tenha sido responsável por sua morte trágica e precoce. Deixou viúva Rosa di Monaco, também chamada Rosa La Greca pelos parentes italianos - e uma penca de filhos menores, que foram praticamente criados por Nicola, o mais velho, de profissão barbeiro, cujo salão ficava no centro da cidade e era freqüentado pelas figuras importantes da época. Nicola conheceu Calógera, mais conhecida pelo apelido Lila, em Franca e se casaram também na mesma cidade no dia 25 de agosto de 1917, um século faz. Tiveram muitos filhos – Nicola, Roberto, Elvira, Luiz, Adolfo, Agostinho e Adriano, este último quase da mesma idade que a sobrinha primogênita - e mais duas filhas que morreram adultas e sofreram durante anos, as conseqüências da poliomielite, doença incurável naquele começo de século. Nicola e Lila, um século depois, estão no sangue dos filhos remanescentes Adriano e Agostinho, dos netos, bisnetos e tetranetos. Faço questão do meu sobrenome, herança deles, e tenho muito orgulho de ser descendente direta do casal.

(Agradeço muitíssimo a gentileza do primo Pádua Maníglia que me deu essa foto.)

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