Não me esqueças, romance de época

Por: Carolina Arnold

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Segundo o calendário celta, nos dias 21/ 22 de setembro é comemorado o festival de Mabon ouaka Modron, caracterizado pelo equinócio de outono e pela colheita de frutas. Também considerado dia sagrado no paganismo, é a ocasião perfeita para pedir por aqueles que amamos e, principalmente, pelos doentes e velhos. Para conhecer um pouco mais sobre a mítica cultura celta, Babi A. Sette, autora de romances de época, foi até à Escócia para escrever o novo livro Não Me Esqueças, lançado oficialmente na Bienal do Rio pela editora Verus, do grupo Record. 
 
Considerados os primeiros povos civilizados da Europa, os celtas chegaram ao continente em 4.000 aC e em 1.800 já tinham costumes e territórios estabelecidos em terras de toda a Europa, como Escócia, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Bélgica e França.
 
As terras de Highlands  são  o palco do amor entre Lizzie, jovem inglesa fascinada por estas tribos europeias e herdeira de um ducado, e Gareth MacGleann, poderoso e temperamental líder de um clã.
 
A autora, mesmo sabendo que os ingleses não apoiavam as diferenças culturais  e com o intuito de instigar e incendiar a narrativa, faz com que o principal chefe do possível único clã tradicional  ainda existente, se apaixone por uma autêntica britânica. Este enredo proporciona diversos dilemas para que esse relacionamento aconteça.
 
Os manuscritos sobre a cultura e lendas dos povos celtas e o castelo de Mag Mell, recanto paradisíaco mitológico em que vive a última comunidade celta, aparecem por meio dos estudos de Lizzie.
 
Além dos mitos, a autora relata a importância do clã, considerado uma grande família engendrada pelo orgulho das suas raízes e com um senso único de pertencimento. Babi também aborda a religião politeísta, que apesar de contemplar a mesma deidade, podia ter características diferentes, de acordo com a região em que era cultuada.
 
Para os celtas, que dividem tudo em ciclos e mundos de diferentes aspectos, o mundo físico inclui todo o universo da sexualidade, que é, no entender dessa cultura, o mais tenro aspecto da humanidade. Uma maneira de alcançar outros mundos através do universo humano.
 
Entre mitos, simbologias, estudos, cores de clãs, religiosidade e proximidade com a natureza, Babi A. Sette descreve com maestria em Não Me Esqueças diversas particularidades da fascinante cultura celta, em meio a um amor turbulento que faz o leitor mais descrente torcer pelo casal. 
 
Babi A. Sette começou a escrever romances há três anos e não parou mais. Entre amor e o silêncio  teve a primeira edição esgotada em poucos meses. Em seguida, lançou A promessa da rosa, primeiro romance de época, da série Flores da temporada.  Um  ano depois publicou O despertar do lírio e seu segundo romance do gênero. Formada em Comunicação Social, sente-se metade psicóloga, metade socióloga. Ama viajar, conhecer pessoas e descobrir lugares. Apaixonada por romances de época, jura que viveria feliz também no século 19. 

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