SUPLÍCIO DE PERDÃO

Por: Ligia Freitas

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Da vida o que levo se não me revelo.
À vida  nada nego
Se me correm pelas veias remotas perseguições.
Do que vi pouco sei, do que sei nada vi, 
Seria obra do acaso ou Enquilharia?
 
Tristes Tardes terçãs,
Morte súbita no meu travesseiro.
Confusões nuas caminham sob o meu olhar, 
Meu caminho segue secreto, sem alardes.
 
Sórdida vingança,
Palavra dita, escarrada e surrada.
Devaneio um suplício de perdão,
Devaneio um sincero recomeço, 
Com cheiro de curral,
Escorrido pelas noites que se vão.
 
Cria sua cria sem raízes de amargor, 
Que seja doce e singela
E entenda a sua dor.
Mira nesse peito a saudade
Dos idos tempos que invadem,
Dos idos tempos que não voltam nunca mais.

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