Drama coreano

Por: Carolina Arnold

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Os doramas estão cada vez mais frequentes no Brasil; porém essa curiosa cultura não é muito popular entre nós. Eles são caracterizados por um formato diferente de novela, devido à dinâmica de como acontecem as histórias. O K-drama se encaixa nas categorias dos doramas asiáticos, dentre eles tem também, J-drama (japonês), W-drama (taiwanês) e C-drama (chinês). O K-drama encontra-se entre as melhores produções do tipo.

Inspirada nos dramas coreanos, Gaby Brandalise escreve Pule, Kim Joo So, uma história comovente que lembra as produções televisivas da Coreia do Sul, uma febre em vários lugares do mundo. Publicada pela Verus – Grupo Record, a obra é uma das poucas homenagens a essa cultura, que se expande cada vez mais e encontra vertentes até aqui no Ocidente.

Fiel à dramaticidade do estilo do K-drama, a autora faz com que os personagens levem o leitor das gargalhadas às lágrimas em questão de linhas. A intenção dela era que os protagonistas não parassem de se mover, como em um roteiro, e as pessoas tivessem a sensação de estar “assistindo ao livro”. Frases curtas aceleram os passos da narrativa e deixam o leitor sem fôlego.

O romance entre a brasileira Marina e o coreano Kim Joo So começa com muitas aventuras, desejos, violência e perseguição. O casal se encontra de forma inusitada no aeroporto, feridos física e emocionalmente, e começam uma história de amor.

“As lágrimas de So molharam seus ombros. Ele a beijou na testa, mantendo os lábios ali, trêmulos, pressionando Marina contra seu corpo, como se não fosse largá-la mais. — So, eu estou bem — disse, fraca. — Eu juro, estou bem.”

Ao dar o play nessa história, o leitor também se sentirá completamente imerso no mundo K-pop. O romance entre Marina e So não é apenas uma história: é uma aventura do começo ao fim. Em lugares opostos do globo, eles têm uma vida muito semelhante, ambos estão presos aos próprios enredos, medos e deslizes.

Gaby Brandalise é jornalista, escritora e tem um canal no YouTube. Começou escrevendo fan fictions de cantores, bandas e seriados. Depois, partiu para romances, crônicas, artigos, poemas e até músicas.
 

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