Stephen Hawking

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Carl Sagan e Stephen Hawking foram dois dos nomes que eu mais reverenciei na vida.  Cientistas ambos, escreveram livros difíceis de ler, com conteúdos que ainda me assombram e me fizeram  suar. De medo, de incapacidade de raciocínio e, o pior, quando me fizeram entender que o Universo não passa de uma casca de noz e que preferimos a sombra da ignorância à  luz do conhecimento.  Sagan faleceu em 1996, deixou obras como Cosmos, O mundo assombrado pelos demônios, Pálido ponto azul, Os dragões do Eden e Contato, que virou filme estrelado por Jodie Foster. Stephen Hawking faleceu  neste 14 de março de 2018, com mais de 70 anos.  
 
A trajetória de Stephen Hawking virou filme em 2013,  quando o protagonista, o excelente Eddie Redmayne, levou o Oscar de Melhor Ator, pelo papel principal que reconta os dramas vividos  pelo cientista, desde o nascimento, a graduação em Oxford, as pesquisas sobre cosmologia, a descoberta da sua doença neurodegenerativa,   seus trabalhos sob os  Buracos Negros, seus casamentos, sua vida em família. De se rever, agradecendo suas contribuições científicas para a cultura humana.  Hawking escreveu Uma breve história do tempo, que vendeu mais de 10 milhões de cópias no mundo inteiro, livro no qual ele coloca o conhecimento científico ao nível da inteligência do homem comum. Escreveu ainda O universo numa casca de noz, A teoria de tudo, Uma nova história do tempo, Minha breve história, entre outros.  Em 1980 perdeu a capacidade de falar e passou a usar máquina para verbalizar seus pensamentos e se comunicar. Casou-se duas vezes e teve três filhos. 
 
Um privilégio viver com ele e Sagan -  duas das mais brilhantes inteligências dos tempos modernos -  sob o mesmo Sol, ter respirado o mesmo ar e, mesmo que jamais tenhamos nos encontrado, que tenhamos desfrutado do mesmo teto do universo, no breve espaço do tempo que foram nossas vidas humanas . 
 
Deixou, também,  considerações para alimentar elucubrações e imaginação, dentre as quais selecionei estas:
 
“O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, 
é a ilusão do conhecimento.” 
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 “Vivo com a perspectiva de uma morte precoce há 49 anos. Não tenho medo de morrer, mas também não tenho pressa.”
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“Inteligência é a habilidade de adaptação às mudanças.”
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“Lembre-se de olhar para o alto, para as estrelas e não para baixo, 
para seus pés.” (Ao completar 70 anos).
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“Mulheres. Elas são um completo mistério.”
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“Minhas expectativas se reduziram a zero, quando tinha 21 anos. 
O restante foi um presente.”
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“Pessoas quietas têm as mentes mais barulhentas.”
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“Da próxima vez que alguém reclamar que você cometeu um erro, diga a essa pessoa que talvez isso seja uma boa coisa, porque sem imperfeição nem ela, nem você, existiríamos.”
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Sobre o momento em que ocorre uma descoberta científica: “Eu não o compararia a sexo, mas ele dura mais.”
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“Percebi que mesmo as pessoas que afirmam que tudo é determinado de antemão e que não podemos fazer nada para mudar, mesmo essas pessoas olham para os lados, antes de atravessar a rua.”

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