A mágica arte de escrever

Por: Angela Gasparetto

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Tudo que me meto a escrever denomino crônica. 
 
Não tenho ou não acho outro gênero. Não sei se porque  sempre adorei os cronistas como Rubem Braga, Fernando Sabino, e etc., só sei escrever crônicas ou o que eu denomino como tal...
Um dia me meti a escrever um texto que denominei Soneto e fui ironizada no portal “Recanto das Letras”, onde há sonetistas da mais alta categoria; então, melhor mesmo ficar nas “crônicas”...
 
Não sei os meus amigos dos “Nossas Letras”, mas eu tenho tempos de abstinência em que não consigo escrever nada, tudo que escrevo parece estar péssimo, paro no meio e às vezes fico com uma raiva louca da escrita, enfim, coisa de doido;  espero que de artista, escritor... (risos).
 
Então, normalmente nestes tempos, fico mais reclusa, mais vazia e não tenho interesse por nada. Mas basta a primavera chegar,  aparecer o sol, os ipês da nossa cidade florescerem, pronto, eu renasço e minha modesta escrita também.
 
 E lá vou eu para as minhas crônicas, que espero estejam corretas na denominação. 
E vou me enchendo de luz, alegrias, liberdades, e vou, e vou, e vou me encontrando ou me perdendo, porque como já dizia Clarice Lispector, perder-se  também é caminho.
 
Espero que o processo seja semelhante para outros escritores, que eu não seja uma andorinha solitária neste processo literário que é louco, voraz e que nos traz tantas alegrias, como as de ter um filho, que é algo raro,  precioso e único, pelo menos para mim que não tive este prazer (de filhos).
 
Então comparo minhas escritas a modestos “filhos” da minha alma, os quais desejo deixar como um legado bom nesta vida. É pretensioso, eu sei. Mas o que seria desta vida sem uma boa dose de pretensão?  Espero que a minha seja sadia.
 
Belas escritas a todos!

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