a quem não se adia

Por: Mirto Felipim

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a quem não se adia
(às noites encantadas da rua São Lourenço, onde ninguém era sempre de alguém)
 
 
 
quem nos amou
não mais se lembra
e era forte
imutável e vidente.
 
era um signo
entre o outro
como um
que sendo dois
era nenhum.
 
como um destino
inútil de caminho
partimos desatinados.
 
mais que dois
por vezes um
plenos partidos
fundidos separados.
 
e a quem amamos
não mais sabemos
e era certeza
imutável correnteza.
 
mais que trino
fomos uno
alertas armados
decepados...

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