O Ser, a informação e o tempo

Por: Zelita Verzola

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Vivemos uma época em que o tempo parece que se liquefaz, evapora-se. Estudiosos do comportamento, das áreas da informação, da comunicação, da cibernética e várias outras atribuem esse fenômeno ao excesso de informação a que somos submetidos diariamente. Domenico de Masi, teórico italiano, alerta para o perigo da fragmentação. Se não conseguimos elaborar a informação, podemos no desequilibrar, pondera ele. Pensadores da educação, já nos anos 2000, chamavam a atenção para a necessidade dessa elaboração, dizendo que é preciso selecionar o volume de informação recebido e depois sintetizar. Importa, pois, que o Ser esteja no comando do que quer, ou realmente necessita, absorver de informação. Não precisamos saber de tudo, muito menos saber tudo. Precisamos, sim, ser quem somos. Para isso informação, mesmo que em avalanches sequenciais, não basta. Tempo sim é precioso para o Ser. Dilema exacerbado no terceiro milênio.

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