Desconcerto

Por: Zelita Verzola

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Linguagens surgiram para facilitar a comunicação. Por isso, quanto mais claras e corretas maiores possibilidades de compreensão. Afirmações plausíveis. Porém com espanto e às vezes até com angústia, percebemos o desconcerto entre o que se diz e o que se compreende. Mesmo com linguagem correta e pertinente. É que a harmonia procurada depende tanto quanto – ou até mais – da visão de mundo dos interlocutores do que da própria linguagem. Se quero falar, por exemplo, da base humano-espiritual necessária para qualquer empreendimento, e a pessoa com quem converso é uma  explícita materialista, presumivelmente não me entenderá. Pior, não quererá entender-me. E não há linguagem que dê conta de tal “descompreensão”. É o desconcerto do pensamento desconcertando a linguagem.

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