Alegoria da Primavera

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Alegoria da Primavera,


do renascentista Sandro Botticelli, datada de 1458, é obra que faz parte do acervo da Galeria Uffizzi, de Florença. Nele estão representados nove personagens. No centro do quadro, pairando acima de todos e tudo, está Cupido, o deus do Amor, sem o qual nenhuma criação seria possível na natureza. As outras figuras, da esquerda para a direita, são Mercúrio, o deus mensageiro; as três graças Beleza, Castidade e Prazer. Em seguida está Vênus, a mulher de capa vermelha. Depois dela, a ninfa Primavera e na sequência Flora, esposa de Zéfiro, deusa e fada das flores. Por fim, abraçando sua esposa, Zéfiro, o deus que personifica o vento do oeste e é mensageiro da primavera. Chão intensamente verde e troncos de árvores que sugerem bosque, como cenário, o quadro é impactante a começar por suas dimensões de 2,03m por 3,14m. O quadro também é conhecido como Primavera e nele foi utilizada a técnica de têmpera sobre madeira. É, na opinião da revista “Cultura e Valores”, um dos quadros mais populares na arte ocidental. Trajetória interessante no tempo. A pintura foi inventariada na coleção de Lorenzo de Medici, em 1499. Em 1919 foi movido para a Galeria Uffizi, onde se encontra ainda hoje. Para defendê-la e protegê-la de bombardeios, durante a Segunda Guerra transferiram-na e a esconderam no Castelo de Montegufoni, cerca de dez milhas de Florença. Em 1982 a pintura, que escureceu consideravelmente ao longo do tempo, foi restaurada e novamente apresentada ao público, quando tive o privilégio de conhecê-la, exposta na sala totalmente negra, do chão ao teto e com iluminação direta, que destacava seus detalhes. Uma visão inesquecível. Outra curiosidade, o vestido florido da ninfa Primavera serviu de inspiração para o vestido de noiva da rainha Elizabeth II da Inglaterra, quando se casou com Phillip de Edimburgo em 20 de novembro de 1947.

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