Feliz por mim

Por: Ligia Freitas

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Hoje o poema é para mim
Um tanto egoísta, talvez.
Outro tanto terreno fértil
Para as mulheres guerreiras
Que procuram em si
O fio condutor do firmamento.

Essa é a parte que falta
Instinto de sobrevivência.
Não quero ser troféu,
Nem palanque de nada
Quero apenas ser espelho
Da resistência feminina
Da resiliência inata.

Toda mulher precisa saber
Que tem um sexto sentido aguçado
Seu faro de animal felino
Protege a cria, a casa, o corpo e a alma.

Mas toda mulher também precisa saber
Que deve ser amiga de si mesma.
É que o predador mais maligno
Torna-se invisível aos olhos de
Quem só se enxerga por fora.

Olhemos para o nosso jardim,
Reguemos as plantas que desejam florescer
E não as que fazem o jardim todo desfalecer.

Se o inimigo vier de barco
Somos maremoto,
Se vier de carro,
Somos estrada suntuosa,
Se vier a pé, somos Pico do Everest,
E se vier de avião,
Somos formiguinha no chão.

Ninguém, ninguém machucará uma mulher,
Enquanto viver dentro de cada uma de nós
Outra mulher a nos estender as mãos.

Que eu não tenha que fazer aniversário
Para me lembrar da minha existência.
Que toda mulher tenha no peito
A coragem e o despeito
De ser quem é
Desde a nascença.

Quero ser feliz por você,
Por você, você, você.
Mas preciso muito,
Muito mais,
Ser feliz por mim!
 

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