Divã

Por: Ligia Freitas

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A maternidade é a força de que uma mulher precisa.Pensei, ao ouvir uma amiga dizer (antes de passar por um procedimento cirúrgico):-Não posso morrer agora, tenho que cuidar dos meus filhos.Um filho não tem dimensão da vontade de viver que ele entrega nas mãos da sua mãe ao nascer.Um filho não imagina que com a sua vinda a sua mãe passa a verdadeiramente renascer, surge um palco de possibilidades, um novo ângulo, uma mulher de coragem.Um filho se torna matéria de competência máxima em dedicação.É ferida aberta que com um simples beijo de mãe cicatriza.

É choro encurralado que deságua quando a mãe se aproxima.

“Estava bem até você chegar!” Toda mãe já ouviu algum dia essa célebre frase. Mas na verdade, será que internamente ele estava tão bem assim?

É que a mãe é colo, foco de luz, válvula de escape, espelho, divã.

E assim que é, e assim que deve ser. Essa é a verdadeira proteção do ser humano, poder socorrer-se à mãe.

Nossos pequenos não sabem encontrar o caminho das águas sozinhos; e por isso, chamam quem há de saber.

E chamam a mãe até a adolescência e continuam a chamá-la até a fase adulta, e assim vão fazendo por toda vida, uma espécie de eco do coração.

E assim que é, e assim que deve ser.

Um diálogo com si mesmo, a partir do outro.

Nós, mães, um dia não estaremos mais ali, mas alcançaremos a vida eterna em pensamentos que jamais se vão.
 

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