Em busca da felicidade

Por: Ligia Freitas

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Dizem que o sentido da vida é ser feliz. Mas como encontrarmos o caminho da felicidade, se não conhecermos antes o da verdade? Qual verdade? A verdade das coisas, do que é certo e errado, do que é moral e amoral? Não, a sua verdade, a sua essência como ser humano, como alguém que tem um espaço na terra e merece lutar por ele.

Se “o homem está condenado a ser livre” (como dizia Sartre) eu não sei, mas que está condenado a ser verdadeiro consigo mesmo, isso está.

Quantas vezes deixamos de fazer algo, por medo do julgamento alheio? Quantas vezes deixamos de correr atrás dos nossos sonhos? Quantas vezes caímos e depois não tentamos mais nos levantar? Quantas vezes temos vergonha de nós mesmos e só enxergamos beleza na grama do vizinho? Quantas vezes deixamos de existir, de sentir, de amar, de transar, de sorrir?

Mas se a vida é breve, é rasteira, é entregue, andemos com os dois pés no chão, porém deixemos aberto um olho só, para que enxerguemos também com os olhos de dentro.

Fechemos a boca e respiremos. O ar que toca suas narinas se torna tão pleno e tão seu, que te faz bem. E se te faz bem que mal tem? Sua casa é sua morada e de mais ninguém!


 

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