Triste palpite

Por: Ligia Freitas

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A liberdade faz curvas
É montanhosa, circular, misteriosa
E faz chorar.

É o ponto crucial da existência humana.
É encontrar no tato as linhas ocultas das palmas das mãos.
É encarar a vida com os olhos mundanos de Capitu.
É dosar a melancolia, diante do paladar amargo do dia a dia.
É aceitar o zumbido no ouvido entupido de grito.
É compreender o cheiro forte da realidade que vem do esgoto a céu aberto na Palestina.
Não é pau, não é pedra, nem é o fim do caminho.

E quem disser que não é triste,
Nem que seja de fachada,
Não se espante com um palpite:
Sua dor é maior que a de lá de casa.

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