Paixão

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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I
Não é calma.É mansidão que invade 
os sentidos.
É desvario. Não é desvio de comportamento.
 
Não é cama. É rede de palha, é esteira de luzes.
É brilhante. Não é fosforescência 
advinda do nada.
 
Não é mágica. É fantasia que permite sintonia.
É luar. Não é bola de luz resplandecente, 
argêntea.
 
Não é fertilidade. É autogênese. Inesperada.
É esconder do exclusivismo. É viver no 
atavismo.
 
 
II
Não é alma. É espectro que ronda os ouvidos.
É acasalamento. Não é escolha ou
 nada intuitivo.
 
Não é lama. É mel que adoça os 
lábios em cruzes.
É vibrante. Não é som produzido por metais.
 
Não é lágrima. É orvalho brotando 
com toda magia.
É o eterno pratear. Não é simplesmente brilhar.
 
Não é fecundar. É estar preparada para parir.
É esconder do pessimismo. É procurar um abismo.
 
III
Não é calma. É mansidão que invade 
os sentidos.
Não é alma. É espectro que ronda os ouvidos.
É permitido sentir.
 
É desvario. Não é desvio de comportamento.
É acasalamento. Não é escolha ou 
algo intuitivo.
Não é permitido pensar.
 
Não é cama. É rede de palha, é esteira de luzes.
Não é lama.  É mel que adoça os 
lábios em cruzes.
É pecado ignorar.
 
É brilhante. Não é fosforescência
 advinda do nada.
É vibrante. Não é som produzido por metais.
Não é pecado alimentar.
 
IV
Não é mágica. É fantasia que permite sintonia.
Não é lágrima. É orvalho brilhando 
com toda magia.
É proibido chorar.
 
É luar. Não é bola de luz resplandecente, 
argêntea.
É o eterno pratear. Não é simplesmente brilhar.
Mas é preciso iluminar.
 
Não é fertilidade. É autogênese inesperada.
Não é fecundar. É estar preparada para parir.
É partir. É sorrir.
 
É esconder no exclusivismo. É viver 
no atavismo.
É esconder no pessimismo. É procurar um abismo.
Não é morrer.

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