Sem título

Por: Ligia Freitas

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Jéssica.
Será que posso te chamar assim?
É que nomear meus sentimentos faz parte
Deste breve entendimento.

Cadê tu, pássaro moça?
Por que tanta beleza em ser triste?
Não se culpe por nada,
O peso dos teus pés dançantes
Fez-me fantasiar um mundo
Onde ninguém mais se cala.

Que vontade de deixar o vento bater
Livremente em seus cabelos
E te ver sorrindo e correndo atrás do Lucas.
Pobre de ti,
Mas não do teu espírito, forte e digno.

Que encruzilhada, minha querida.
Abro as mãos para o teu pássaro
E ofereço-me a ti por horas a fio.
Sou colo, sou chão,
Sou menos medo
E mais deusinho.

Que Pedreira, minha amiga.
Tudo que amarga é duro
E circunda no bico do peito
Partido, porém profundo.

A casa intacta!

A Pedra que fere
O amor,
Que leva buquê
Sem flor.

Perda que não cabe nos dedos.

E escorre pela grama,
E encontra afago na Mãe terra.

Sinto teu cheiro.
Você deve estar usando desodorante verde.
 

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