Selva minha

Por: Ligia Freitas

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Essa fera selvagem 
Me  bate
Me deixa zonza
Quanto embate!
 
Onde está?
Se  partiu não foi
Deixou rastros 
Sinto segundos 
de estranhamento
 
Meu faro pressente 
Intuo 
Olho por cima do muro:
Um rugido de 
Dentes 
 
Uma mordida e vapt 
Simples assim:
Evaporar-se 
 
Se  sumi não fui
Onde será que posso estar? 
Tomando uma xícara de chá 
Numa sala 
Quem sabe
De estar
 
Ela me encontra
Caminho conhecido 
Dos inimigos 
Lutamos no chão 
Braço direito 
Com braço esquerdo
Deliberadamente 
 
Caio 
Na real 
Ao perceber 
Meu corpo em movimento 
Morre ela 
Morre eu
Essa é a Roda viva
Nosso Moinho de vento 

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