Tapetes amarelos

Por: Maria Luiza Salomão

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Sibipiruna quer dizer “casca negra”. Pesquisei a árvore, plantada em vários pontos, em Franca. Conheci, no youtube, o programa “um pé de quê?”, com Regina Casé. Árvores entram na moda, diz ela.

As sibipirunas, moda em 1940, estão lindas! Em Piracicaba, nesta época, o prefeito somente dava licença de moradia se a pessoa plantasse uma árvore em frente à sua casa; atualmente, quase todas foram podadas. Ruas inteiras sem árvores, alegando que estragam as calçadas, sujam com suas folhas.

No entanto, que beleza de sombra produzem! Flores amarelas no cimo das suas copas largas, que alcançam 20 metros de diâmetro, e podem atingir até 28 metros de altura, na média, 18 metros.

Quando cortaram algumas na Avenida Major Nicácio, para fazer um elevado, fiquei de luto. Os carros sempre vencem! A cidade mais feia, sem história; valores carcomidos. Mais carros, menos ar, sombra, água; mais stress, correrias, menos amor ao perene.

Linda esta moda de cada casa ter uma árvore! O Verdejar, que quer um milhão de árvores para Franca, precisa desta adesão. Soube de uma estatística que acusa 60 mil árvores no circuito urbano. Para uma população que beira 500 mil... pouco demais.

O pessoal do Verdejar está afiado no estudo das árvores adequadas para a urbanização. Quem tiver interesse, procure saber.

Do avião, sempre sobrevoo atenta ao verde: no hemisfério Norte, as casas desaparecem em meio às árvores.

Clima tropical, nós, brasileiros-francanos, poderíamos nos livrar do inferno: mais água e brisas, olhar verde para a vida e a alegria. Saudades da ventania da esquina da Praça Barão/Praça N. Sra. Da Conceição.

“Segurem as saias”, lembram-se?

Ao ver tapetes amarelos, olho rapidamente as altas copas das sibipirunas e rezo por elas. Assassinar árvores é assassinar almas: animais, água, pedras, você e eu. Nós todos. Sobrevivência humana: Amém.


 

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