O vale da Gurita

Por: Maria Rita Liporoni Toledo

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Não é sem razão que o turismo ecológico tem sido prestigiado pelos viajantes. A proximidade com a natureza recompõe energias e alivia a alma. O homem apequena-se diante da grandiosidade da obra de Deus. Sentimos a presença Dele revelando a sua criação.

Percorrer o vale da Gurita, região de Delfinópolis (MG), é uma sensação gratificante e enriquecedora. Na estrada, perfeitamente transitável, a visão da Serra da Canastra, à esquerda, é estonteante. À direita, o Rio Grande, represado pela mão do homem, que cerceou o seu caminho, impedindo-o de seguir, sempre em frente, com suas corredeiras vigorosas e força de vida.

No vale, percorre-se um longo trajeto, ladeando as extensas montanhas em tons verdejantes, com seus paredões, campos, vales, surpreendendo os que as tem sob sua visão. Potentes, sequenciais imponentes nos impactam com sua beleza e perfeição. Altíssimas e irregulares parecem alcançar o infinito. O prazer de observá-las não cessa, mesmo que o transitar seja longo.

Inúmeras nascentes e riachos escondem em suas grotas, de difícil acesso, cachoeiras lindíssimas que desaguam em poços límpidos, onde os turistas, de várias regiões do país, refrescam-se, nadam e se regozijam. Diversas pousadas fornecem alimentação regional, incluindo os doces mineiros e queijos, alguns premiados internacionalmente, como o tradicional queijo da Canastra.

Este passeio eu fiz com minha família, no feriado de 15 de novembro, subindo e descendo serras, até chegar ao nosso destino, a fazenda de um sobrinho onde ocorreria uma cavalgada com primos e amigos, entusiastas do esporte equestre. Um dia inteiro de confraternização completou o passeio, em clima familiar e amistoso. A volta, é preciso voltar, foi tranquila, com os corações leves e renovados para o dia a dia.

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