Procure perto de você

Por: Maria Rita Liporoni Toledo

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É muito bom o tempo do Natal. Há um encantamento no ar. Alegria, movimento, luzes, reuniões. Abraçar os amigos e desejar Feliz Natal e Ano Novo! Saudamos o nascimento do Deus menino. Ave! Votos de felicidade no Natal eclodem de todos os lábios. Como encontrar esta felicidade tão desejada?

Em meio à emoção natalina, surge implacável a supremacia do consumo. Somos induzidos a consumir, numa busca inquieta, como se assim o fazendo, pudéssemos alcançar a felicidade. Somos atraídos por uma infinidade de produtos novos, muitos sem sentido, com modelos, formas, cores, tamanhos, sendo sempre modificados e dificultando nossas escolhas.

Há, também, compras pela internet e os apelos às crianças. Se nos deixarmos levar por esta tendência inesgotável e inconsequente de adquirir bens, nem sempre necessários, dificilmente encontraremos a felicidade. Como disse em referência a ela, o poeta do sec. XIX, Vicente de Carvalho, na poesia Velho Tema, citada à exaustão, mas que não perdeu a originalidade nem a força da ideia: “nunca a pomos onde nós estamos” e vivemos a procurá-la, afoitamente, não percebendo que ela pode estar bem próxima.

Com a aproximação do Natal ficamos mais tolerantes e sensíveis, temos, em nosso interior, potencialidades para o bem que afloram neste período, elas permanecem em letargia e manifestam–se com mais intensidade nesta época. Os apelos são maiores e as carências, também. O desejo de compartilhar emana de nossos corações, porém o sentimento de solidariedade deve se fazer presente o ano inteiro. Ele está numa palavra gentil, na mão estendida, num gesto de apoio, num ato de bondade. Pode estar aí a tão almejada felicidade. Vivenciar o que nós somos, valorizar o que temos e reforçar o bem que fazemos aos outros é o ideal. Vamos nos olhar com olhos mais humanos. Ela, “a árvore de dourados pomos”, está aí, bem pertinho de nós...

Feliz Natal
 

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