Eu em nós

Por: Maria Luiza Salomão

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Talvez estejamos mais próximos/Talvez nunca tão mais.
Talvez percebamos o lobo/Talvez não tão ovelhas.
Talvez vejamos ovelhas perdidas/talvez distinguiremos suicidas.
Talvez saibamos agora as que não quiseram ser comidas. 
 
Talvez o planeta vire casa nossa/Talvez pessoas se reconciliem 
Talvez abandonemos ressentimentos/Talvez a paz aconteça
Talvez, enfim, se entenda que fogo não apaga fogo
Talvez  “barbárie não muda barbárie” vire tipo logo. 
 
Talvez saibamos da loucura/Talvez  a minha que liga com a sua
Talvez quebremos o encanto/Talvez desencanto seja colírio 
Talvez tenhamos esperança/Talvez  incertos com os lírios
Talvez sem fé cega/Talvez Razão, trapaceira/Talvez  intuição, companheira
 
Talvez a pausa repouse, cinética/Talvez sentimentos empáticos
Talvez haja vida na  cibernética/Talvez a economia  não cosmética
Talvez sem soluções “práticas”/Talvez via complexos parassimpáticos.
Talvez compreensão quântica/ Talvez  conectados internáuticos.  
 
Talvez, talvez, talvez/ Talvez o umbigo não seja o melhor mundo
Talvez cuidar do outro seja o universo infinito fecundo
Talvez o hediondo seja ensejo  de buscar o fundo
Talvez as aparências apontem para o inverso/reverso/transverso
E o Corona viralize o nós e eles/  e no lugar do ou, afinal.

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