Senha para o amor

Por: Maria Luiza Salomão

408412

Desde pequena catalogo olhares/gestos/atmosferas/sinais que me revelem o ... Amor.

Nos filmes, nas ruas, em salas de aula, nos recreios, nos jogos, nos namoros,

onde é (está) (se faz) (se cria) Amor?

Criança, sabia de desamor. Quando esquecida em um canto, hostilizada por colegas; ao ser rejeitada por pais/irmãos/amigos; quando não era convidada para festas/reuniões caseiras.

Adolescente, pessoas generosas (geralmente idosos) me fascinavam. Nelas reconhecia aceitação, respeito; renúncias a serem donos do Saber. Chorava, quando o protagonista não era valorizado, ou incompreendido, nos filmes, na sua intenção de proteger/ ser bondoso. Quando banalizado/ridicularizado como bobo/”romântico”.

Sofria, sofro, quando há - ardilosa e maldosamente - conspiração para atrapalhar/destruir outros. Estratégia inconsequente/arrogante em políticas perversas, de sistemas totalitários.

Amo Generosidades, Capacidades de Renúncia, Atitudes Respeitosas.

Bondades são ativas/efetivas na ação, estou convicta! Principalmente hoje!

Além de se sentir bem em fazer o bem para outra pessoa, é preciso que a Bondade realize algo que permita ao Outro crescer/ desenvolver/pensar.

Generosidade/renúncia/eficácia criam atmosferas pacíficas a embalar gestos/olhares/ações em relaxamento/bem estar/bem querer. Qualidades que alcançam satisfatória/íntima/realizadora Alegria.

Ainda assim, a composição do Amor varia em diferentes relacionamentos: mãe/filho, mãe/filha, pai/filho-filha; entre irmãos; entre meio-irmãos (pais/ mães diferentes); madrasta-padrasto/enteado (a); entre amigos; entre parentes próximos/distantes; entre professor/aluno; entre casais-casados; entre casais/amantes; entre namorados; patrão, patroa/empregado (a); entre sócios de uma empresa; entre políticos (p minúsculo) – pares/eleitores; figuras públicas/subordinados; entre anônimos, que cruzamos aleatória, indiferentemente.

Quem ama/respeita/aceita o Outro, ainda que opositor?

Embalagens íntimas/formais mudam a composição de vínculos: determinam qualidades de distâncias afetivas; mix de sentimentos elevados/baixos.

Amor possui intensidades/temperaturas diversas; envenenamentos por ódios/competições/inveja/ciúmes.

Amor fenece na mornidão, quando hábitos impedem descobertas/assombros/admiração: ocorrem resfriamentos mortais de emoções.

Amor: produto suspeito, contemporânea mente. Facilmente falseado, em retóricas religiosas/conveniências ideológicas/narcisismos. Raridade necessária! Sem, como enfrentar pandemias? Urge reinventá-lo.

Senha para? Solidariedade!


 

Envie seu texto
e faça parte do Nossas Letras