Negação

Por: Maria Luiza Salomão

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Aff... a realidade aí está, e ele não vê.  Bem, não quer ver, tem raiva de quem vê. Assim é que nega o que está posto, o que é vivo e não obedece ao seu desejo.

Como mudar o que é crença, o que é poste inarredável?  O que é  encouraçado, fincado baluarte do que não quer mudar. Querendo, por vezes não conseguimos. Imagine não querendo.  

A Razão tem razões que a intuição do afeto renega.

Meu coração é de estudante, feito o de Mílton Nascimento; sempre aprendendo, sempre mudando se necessário.

Gente de coração de chumbo.  É pau é pedra é o fim do caminho é um resto de toco é um pouco sozinho.

Muito sozinho!

Não sigo desvio duvidoso.  Há quem siga, no breu, cego/surdo.

Não preciso de guru, de pai, não sou menina, cuido de mim e dos que de mim precisam.  Zelo pelas minhas impressões/sensações, tenho minha usina incansável.  

Sigo sozinha, mas me guio pelas vozes que tremulam, que sussurram, cochicham e me dizem coisas que vêm de mim mesma, de um canto escondido,  bonito, que tenho cá comigo.  Ressoam em mim tímidas vozes: suaves e...silêncios que falam muito.

Neste canto não sou sozinha. Estou comigo, protegida, corpo fechado, alma aberta, voando, livre e solta... Se é para voar junto, o céu é o limite.  Liberdade traz muitos benefícios e muitas companhias.

Tem gente que vive engaiolada em crenças, com explicações que meu coração esconjura. Vade retro! Atenta fico.  

Quero o bom, quero o bem, quero o que me quer bem: a vida,  sol,  lua, o chão que piso sabendo onde pisar. Chão de afeto, chão de trilha, chão com destino certo, escolhido, ponderado.

Não caio, não tropico, não escorrego, tenho cá rota certa, meu Norte.

Bússola interna: não me perco de mim! Estou comigo.  

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