O último povoado da Terra, by Thomas Mullen

Por: Maria Luiza Salomão

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Indicado por Andrezza Barcelos no grupo do Facebook, “o que vc está lendo?”, este livro escrito em 2007 fala da gripe espanhola, a influenza, em 2018, quando os EUA estão se mobilizando para I Grande Guerra.

Diz a sinopse:

é uma história que se passa nas profundezas das florestas do Noroeste do Pacífico. Lá, um pequeno povoado de madeireiros chamado Commonwealth, idealizado para ser um refúgio para trabalhadores cansados de serem explorados, vai se isolar do mundo. Com uma guerra mundial em andamento e com o medo desenfreado da existência de espiões, a lealdade de todos está sendo posta à prova. Enquanto isso, uma outra sombra se abate sobre a região na forma de uma doença mortal contagiosa.

Em capítulos enxutos, a situação vivida por um pequeno povoado que pretende uma quase utopia, sem banco, sem correio, em que haja trabalho e sem exploração. Com a gripe assolando os EUA, o pequeno povoado decide fazer cerrada quarentena. Dois homens armados impedem a entrada de estranhos.

Aparentemente consensual, em assembleia: todos pela quarentena. A encrenca começa em casa, quando o líder da comunidade percebe que sua mulher, ativista pacifista, não o segue nas ideias.

O pacifismo, durante a I Grande Guerra, foi combatido pelo governo dos EUA como antipatriótico: a violência do país é eviscerada.

Além da pandemia da influenza há uma guerra visível – ética - no povoado. Afloram comportamentos destrutivos. Manifestações individualistas atentam contra o espírito coletivo de salvaguarda da vida.

Quando um somente transgride coloca em risco toda a comunidade.

Vários personagens representam espíritos diversos na comunidade e revela a arte complexa do convívio, civilizada/defensora da Vida.

A ficção mostrando a virulência da Morte, não somente no vírus. Uma semelhança doída ao vivido hoje, a nos separar apenas um século!

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